Preconceito racial, um mal que muda gradativamente

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Na nossa sociedade atual, o preconceito em relação à cor é um tema bem discutido, porém superficialmente. Antes de falar devemos entender o contexto histórico na qual este está inserido, além de relacioná-lo a questões culturais e sociais. Em outras palavras, antes de opinar é necessário uma boa reflexão sobre esta temática.
Historicamente no Brasil, o preconceito racial se consumou a partir do momento que os “homens brancos” criaram uma hierarquia na sociedade, menosprezando aqueles de cor diferente e obrigando as mulheres à submissão. Uma pergunta que deveríamos fazer a nós mesmo é por que aqui, em pleno século XXI no Brasil, na terra das miscigenações, ainda há preconceito.
A questão do racismo, nada mais é que uma questão cultural, porque o Brasil foi criado cultuando pensamentos retrógrados, da época das navegações. Além de ser um problema social, que demonstra ser uma das faces da identidade do país, e os verdadeiros autores desse problema é o próprio povo. Todo o mundo conhece os brasileiros pela variedade de culturas, que estas deveriam ser respeitadas. Em minha opinião aqui, no Brasil, não existe mais raça e muito menos “raça pura”, somos todos humanos e temos as cores misturadas – indígenas, brancos, negros e mulatos; garanto-lhes que não sou a única à ter esse pensamento.
Geralmente, a opinião sobre algo ou alguém é imposta na sociedade por um determinado grupo e acaba se tornando uma opinião de massa, pois estes não tem a menor vontade de refletir, expor sua opinião e tornarem-se cidadãos “pensantes” e proativos, preferem juntar-se a maioria e esquecer sua verdadeira concepção, somente para evitar discussões. Mas essas discussões não são necessariamente ruins, a partir desse ponto é possível chegar a um consenso e compreender o “outro lado da moeda”.
Mas depois de tantos anos, não houve muita mudança devido à vagarosidade, e, creio que continuará sendo assim por um bom tempo. Então, devemos torcer para que as novas gerações optem por ser “a geração” - a geração que debate, que procura novas fontes, que reflete que busca novas concepções para uma sociedade com respeito e compreensão - e não seja só mais “uma geração”.
Lembrando é claro, que assim como há muito desrespeito e incompreensão, há também compreensão, busca pela harmonia de culturas que respeitam seus valores e cor, além de ter pessoas que se manifestam demonstrando claramente sua opinião, ainda que este quadro seja muito menor.
Por isso, antes julgar e criticar sem fundamento, busquem refletir bastante e respeitar cada pessoa que seja “diferente” das demais. Porque o que consta nos direitos humanos é o respeito para com todos os HUMANOS.









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